O relacionamento do Espírito Santo com membros e não membros é diferente?
Se você já se perguntou como o Espírito Santo atua na vida de diferentes pessoas, especialmente entre membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e aqueles que não são membros, saiba que você não está sozinho. É uma pergunta profunda, e a resposta é ao mesmo tempo simples e cheia de significado.
Na crença dos santos dos últimos dias, o Espírito Santo influencia todas as pessoas, mas existe uma diferença entre sentir Sua influência ocasionalmente e ter Sua companhia constante como um dom.
Vamos falar sobre o que isso significa.
Primeiro, o Espírito Santo é entendido como um membro da Trindade, cujo papel é testificar da verdade, consolar, guiar e ajudar as pessoas a crescer espiritualmente. Esse papel não está limitado aos membros da Igreja. Na verdade, as escrituras deixam claro que Deus está constantemente alcançando todos os Seus filhos.
Um dos versículos mais claros sobre isso está no Livro de Mórmon:
“Pois eis que o Espírito de Cristo é concedido a todos os homens, para que eles possam distinguir o bem do mal…” (Morôni 7:16)
Essa é uma declaração abrangente, “todo homem” significa todas as pessoas têm acesso a uma influência divina que as ajuda a reconhecer a verdade e a bondade. A Bíblia também reforça essa ideia. No evangelho de João, Jesus ensina:
“E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” (João 16:8)
Note a expressão “o mundo”. O Espírito Santo não está limitado a um grupo específico, Ele atua amplamente, convidando todas as pessoas à verdade.
Então sim, de acordo com os ensinamentos da Igreja de Jesus Cristo, não membros podem absolutamente sentir o Espírito Santo. Eles podem sentir paz ao orar, clareza ao ler as escrituras ou uma confirmação tranquila de que algo é verdadeiro. Muitos santos dos últimos dias diriam que foram justamente essas experiências que os conduziram à fé.
Mas aí entra uma distinção importante.
Depois que alguém é batizado na Igreja, recebe o que é chamado de dom do Espírito Santo por meio da imposição de mãos feita por autoridade do sacerdócio. Isso não se refere apenas a sentir o Espírito ocasionalmente, trata-se de receber o direito à Sua companhia constante.
Doutrina e Convênios descreve esse dom da seguinte maneira:
“Sim, eis que eu te falarei em tua mente e em teu coração, pelo Espírito Santo…” (Doutrina e Convênios 8:2)
Um dom além de momentos espirituais
Esse tipo de orientação contínua e pessoal é o que os santos dos últimos dias acreditam tornar-se mais plenamente disponível após receber o dom do Espírito Santo.
Joseph Smith ensinou essa distinção de forma bastante direta. Ele explicou:
“Um homem pode receber o Espírito Santo e esse pode descer sobre ele e não permanecer com ele.”(Doutrina e Convênios 130:23)
Em outras palavras, qualquer pessoa pode sentir o Espírito Santo, mas ter Sua companhia constante é algo diferente. Essa ideia também foi enfatizada por líderes posteriores da Igreja. O Presidente David A. Bednar explicou:
“O dom do Espírito Santo somente é concedido depois do batismo devidamente autorizado e pela imposição de mãos realizada por homens que possuam o Sacerdócio de Melquisedeque.”
A palavra “direito” é importante. Isso não significa que o Espírito seja forçado a permanecer com alguém, significa que a porta está aberta de maneira mais permanente, desde que a pessoa esteja se esforçando para viver em harmonia com esse dom.
Porque existe outro lado nisso tudo: até mesmo os membros não sentem o Espírito constantemente. O arbítrio continua existindo. As escolhas importam. A companhia do Espírito Santo é algo que pode ser convidado, ou, infelizmente, afastado. O Presidente Russell M. Nelson ensinou:
“Nos dias que estão por vir, não será possível sobreviver espiritualmente sem a orientação, a direção, o consolo e a influência constante do Espírito Santo.”
Essa declaração mostra o quanto essa companhia deve ser central na vida de um membro, não algo ocasional, mas constante e essencial.
Outra diferença importante na crença SUD é que o Espírito Santo não apenas testifica da verdade, Ele também santifica, ou seja, ajuda as pessoas a mudarem e se tornarem mais semelhantes a Cristo. O apóstolo Paulo ensinou:
“Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados… pelo Espírito do nosso Deus.” (1 Coríntios 6:11)
Os santos dos últimos dias relacionam especialmente esse poder santificador aos convênios, incluindo o batismo e o recebimento do dom do Espírito Santo.

A principal diferença
Então, quando você olha para o quadro completo, talvez ajude a pensar da seguinte forma:
Não membros podem sentir o Espírito Santo de maneiras reais e profundas, especialmente ao buscar a verdade, fazer o bem ou voltar-se para Deus.
Membros que receberam o dom do Espírito Santo recebem a oportunidade de ter essa influência de forma mais constante, guiando e refinando sua vida diária.
Mas isso não significa que Deus favoreça um grupo em detrimento de outro. Trata-se de convite e resposta. Deus já está alcançando todas as pessoas, o dom do Espírito Santo é uma forma de escolher receber e viver mais plenamente com essa influência.
E, honestamente, muitos membros diriam que algumas de suas experiências espirituais mais fortes aconteceram antes do batismo. Esses momentos não eram “menores”, eram convites.
Então, se você já sentiu um suave incentivo para fazer algo bom, uma sensação de paz durante a oração ou uma impressão clara sobre o que é certo, esse é exatamente o tipo de experiência que os santos dos últimos dias reconheceriam como a atuação do Espírito Santo em sua vida.
No fim das contas, a diferença não está em o Espírito Santo estar presente ou não, mas em quão consistentemente conseguimos receber, reconhecer e viver com essa presença.
Fonte: Ask Gramps
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