Você já pediu uma resposta a Deus… mas não soube reconhecer quando ela veio?
A Liahona deste mês traz uma reflexão importante sobre algo que todos nós já buscamos em algum momento: respostas. Mas, afinal, o que realmente significa receber uma resposta de Deus? Como reconhecer quando ela vem, e por que, às vezes, parece que ela não chega?
Ao abordar essa pergunta, Keith A. Erekson apresenta princípios que ajudam a entender melhor como o Senhor responde aos Seus filhos e como podemos identificar essas respostas em nossa própria vida.
O que é, afinal, uma resposta?
Ao longo das escrituras, o Salvador convida repetidamente Seus discípulos a buscar, perguntar, procurar e bater, a fazer perguntas (ver Mateus 7:7). Como seguidores de Jesus Cristo, buscamos respostas para muitas coisas: decisões pessoais, desafios que parecem não ter fim e até paz em meio a questões difíceis. Buscar a verdade com o Senhor é parte essencial desse processo.
Em seu trabalho como historiador de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Keith A. Erekson convive com muitas pessoas que desejam entender melhor a história da Igreja. Isso o levou a refletir: o que realmente é uma resposta? Como sabemos quando a encontramos, e como ela deve parecer ou ser sentida?
Nas escrituras, as respostas muitas vezes são descritas como algo que traz calor, vida e luz. E, à medida que continuamos aprendendo, essa luz se torna cada vez mais clara (ver Doutrina e Convênios 50:24).
Na prática, respostas completas geralmente não vêm de uma única vez. Elas são formadas por diferentes elementos que se conectam. Às vezes, sentimos que não recebemos uma resposta simplesmente porque ainda não conseguimos juntar todas as partes.
A seguir, seis componentes que podem nos ajudar nesse processo:

1. Discipulado
Para quem busca colocar Jesus Cristo no centro da vida, qualquer tema se torna uma oportunidade de aprender mais sobre Ele. Procuramos entender o que o Salvador ensinou, como Ele viveu esses princípios e como continua a agir com poder, misericórdia e paz na vida daqueles que O buscam.
Buscar respostas exige mais do que curiosidade, exige entrega. Envolve estudar, orar, servir e escolher confiar em Deus, exercendo fé e permanecendo firmes no que já sabemos.
O presidente Russell M. Nelson ensinou:
“A despeito das perguntas ou dos problemas que vocês tenham, a resposta é sempre encontrada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo. Aprendam mais sobre Sua Expiação, Seu amor, Sua misericórdia, Sua doutrina e sobre Seu evangelho restaurado de cura e progresso. Voltem-se a Ele! Sigam-No!”
2. História pessoal
Nossas perguntas não surgem no vazio. Elas são influenciadas por quem somos, pelo que vivemos e pelo que sentimos.
Às vezes começamos essa busca com dúvidas, inseguranças ou até desconfiança. Nossas experiências, o ambiente em que vivemos e até o conteúdo que consumimos moldam nossa forma de enxergar as coisas.
Por isso, é importante ter paciência consigo mesmo. O processo de aprender, entender e fortalecer a fé leva tempo.
3. O Espírito Santo
As respostas que vêm do céu chegam por meio do Espírito Santo. O presidente Dallin H. Oaks ensinou que nossa confiança final deve estar no testemunho que recebemos por meio Dele.
Aprender a reconhecer o Espírito é parte essencial desse processo. Ele pode se manifestar como uma “voz mansa e delicada” (1 Reis 19:12), vir “linha sobre linha” (2 Néfi 28:30) e se adaptar à nossa compreensão e cultura.
O élder Dale G. Renlund ensinou que existe um padrão dentro do qual o Espírito Santo atua. Quando seguimos esse padrão, recebemos direção, entendimento e consolo. Fora dele, até mesmo pessoas inteligentes podem se confundir.

4. Informação
Muitas vezes, também precisamos buscar mais conhecimento.
Isso envolve aprender a diferenciar fatos de interpretações, analisar evidências, reconhecer possíveis vieses e procurar fontes confiáveis.
A Igreja disponibiliza diversos recursos que ajudam nesse processo, como a Biblioteca do Evangelho, que reúne conteúdos sobre temas históricos e doutrinários. As seções “Tópicos e Perguntas” e “História da Igreja” são ótimos pontos de partida.
5. Eliminar erros
Vivemos em uma época em que informações corretas e incorretas estão misturadas. Muitas vezes, erros surgem de suposições, simplificações ou interpretações extremas.
Alguns erros são até criados intencionalmente para enganar ou gerar confusão. Mesmo quando parecem inofensivos, eles podem atrapalhar nosso entendimento e nosso crescimento espiritual.
O próprio Salvador mostrou como lidar com isso. Ao responder uma pergunta difícil, Ele disse: “Errais”, apontou para as escrituras e testificou do poder de Deus (ver Mateus 22:29–32). Podemos aprender com esse exemplo.
6. Habilidades de pensamento
Diante de tantas informações, precisamos desenvolver a capacidade de avaliar o que é verdadeiro.
O discernimento é tanto uma habilidade quanto um dom espiritual. O presidente Russell M. Nelson ensinou que discernir é saber separar, distinguir e reconhecer o que é real.
É um dom que nos permite ver além do que é visível e sentir o que não é tangível.
Quando combinamos inspiração espiritual com raciocínio cuidadoso, conseguimos reconhecer e seguir a verdade com mais clareza.
Um caminho para encontrar respostas
Cada pessoa começa sua busca em um ponto diferente. Alguns têm informações incompletas ou fora de contexto. Outros sabem muito, mas têm dificuldade em conciliar tudo. E há aqueles que estão tendo contato com certos temas pela primeira vez.
Por isso, as melhores respostas são aquelas que consideram essa realidade e ajudam a conectar todos os elementos necessários.
Buscar respostas completas se torna, então, um padrão de aprendizado, um caminho que segue o convite do Salvador: perguntar, buscar, bater e se aproximar cada vez mais Dele.
Fonte: churchofjesuschrist.org
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